Grande demais, passivo demais.
Porém simpático.
Enquanto ainda envolta pela posse que o Urso me despertara, conheci o Boi.
Se o Urso era ameno perto das feras que já encontrei, imagine o Boi.
Amigavelmente ele era uma figura querida e agradável.
Ainda que lutando conta o que de fato eu sentia: um amor perdido, uma posse latente e uma imensa vontade de atacar, ainda com uma fera em mim; encontrei esse animal pacífico.
Acredite, jamais tive vocação para animais domésticos ou domesticáveis. O desafio me parecia interessante demais para ser esquecido. Então criei um objetivo imaginário.
Queria fazer deste Boi um Tigre e de mim uma criatura amável.
É claro que não funcionou.
Veja, querido leitor, que está na natureza de cada um ser o que é. E por mais que me parecesse falso todo o teatro que criara, eu realmente queria que fosse real, assim seria mais fácil e mais cômodo.
Eis que estava eu, tentando cruzar limites impossíveis, e ele tentando desvendar um mistério inexistente.
Mas quem era eu para contar tudo isso?
Tentamos até mesmo pertencer a uma outra espécie bem exótica. Pura mentira sincera.
Comecei a me achar macho, forte demais, dura demais. E ver neste dócil animal uma fragilidade fatal.
Graças ao acaso ao real desinteresse mútuo, literalmente, este Boi foi pastar em novas planícies, e eu encontrei um animal bem estranho...
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