segunda-feira, 19 de abril de 2010

Inevitável

Quando o coração chama e canta
O canto desordenado de uma passarada em fuga
Levando a alma a lembrar de si
Tirando as amarras senis

Eis que amanhece
A madrugada simplesmente passa
É inevitável

Corre menina para o abrigo de casa
Ama coração, ama
A resposta clara para o pedido antigo
Um suspiro conhecido

Luz sobre o telhado
E a névoa que aos poucos esvanece
Nada mais perece
Chega o dia mais uma vez

Que desta vez seja real e puro....

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