quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Carta ao amor

Amor,

Com a sua doçura hoje você me despertou. Mas preciso ser sincera, não sei de este prazer me faz jus. Sou mortal, humana, e sentimentos fortes podem me enlouquecer, até matar.
É do humano a fragilidade especialmente no que se relaciona às emoções. Na verdade poderia enumerar centenas de patologias que dizemos ter fundo emocional. Ou seja, cuidado.
Não nasci pronta para você... ninguém nasce pronto para o amor, mas me sinto feliz ainda assim, por te encontrar.
Penso, Amor, na tristeza da vida daqueles que simplesmente não amam, e você bem sabe que por muito tempo eu vivi assim. Mas agora, todo o passado é sombra sem perigo... é página amarelada.
Me lembro bem do momento em que te conheci... há tantos anos... tão diferente dos outros amores que tive, tão diferente do que eu esperava.
Mas então a vida nos separou, nos perdemos no tempo, e sinceramente me esqueci de você. Desculpe a extrema sinceridade, mas por algumas vezes até me questionei de você existia ou se era um sonho de criança. Entenda, foram tantos os desiludidos que afirmaram veementemente que você era apenas um tipo de amigo imaginário ou conto de fadas, que quase acreditei.
Hoje você me reaparece e me deixa assim: desarmada, com o coração na mão.
Isso! Coração na mão, desamparado, desprotegido, exposto.
Eu estou engatinhando nesta aventura de te ter comigo.
Me sinto boba, falo demais, e com certeza não ajo como deveria.
E sabe, eu esperava na verdade que só te encontrar seria suficiente, mas estou cobrando muito de você. Não basta.
Achava que te encontrar desencadearia uma sequência de fatos que nos levariam à perfeição. Mero engano. Temos que agir, trabalhar, pensar, reagir.
Esperava mais poder neste encontro.
Mas tudo bem, já é muito bom te ter por perto... isso no fundo do coração já me basta.

Te amo, meu AMOR.
E isso já é lindo não?

Que o resto seja sonho, tempo, realização e felicidade.

Um beijo sincero

Da sua amante fiel

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